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Sobre Crianças e Escolas

26 de dezembro de 2012

Estava eu pensando com os meus botões: se eu tiver um filho, não pretendo colocá-lo no sistema de ensino brasileiro tradicional.

Outro dia estava conversando com o meu priminho, de 12 anos e constatei que, realmente, não quero isso para um futuro filho.

Tenho visto, cada vez mais, crianças estressadas. Estressadas! Aos (ou antes dos) 12 anos! E nem estou falando por causa das atividades “extras”!

As crianças, hoje, enfrentam uma verdadeira maratona na escola. Tem aulas de filosofia, religião, inglês, espanhol, desenho geométrico e sei lá mais o que já inventaram para seres que nem chegaram no ensino médio. Sei não… Pra mim isso é furada.

Ah, sempre tem o mito do vestibular: se a criança NÃO estudar tudo isso, ela NÃO vai passar no vestibular.

E quem disse? Eu não estudei em escola brasileira e passei. Ah, não foi numa pública ou federal. Mas, e daí? Sou bem sucedida na minha profissão, passei na OAB na primeira tentativa, sou concursada (passei num concurso no mesmo ano que colei grau). Será que “sofro” tanto assim por ter feito faculdade particular? Ah, mas seus pais tiveram que pagar a faculdade. Sim! Eles tinham condição. Se não tivessem, ou teria feito um ano de cursinho ou teria ido atrás de um empréstimo.

Um tempo atrás, minha prima comentou sobre a vontade dela de trocar a filha (à época com quase 4 anos) de escola. Falei que, se fosse minha filha, colocaria na escola canadense. Tinha lido algo a respeito, dei uma olhada, ouvi elogios de pessoas com filhos lá. Disse que achava que valia a pena ela visitar o lugar e tirar as próprias conclusões. Sucesso absoluto. Numa tacada ela e o marido resolveram dois problemas: o inglês e a escola.

Aí voltando ao meu priminho. Aos 12 anos ele cogita a hipótese de virar a noite para… estudar! Gente, aos 12 eu virava a noite (escondida dos meus pais) para jogar video-game. Sério!

Não vou dizer que a minha infância foi maravilhosa. Longe disso. Só que, pelo menos, não tinha o estresse de estudar pra, sei lá, DEZESSEIS disciplinas (ou mais) e morrer de medo de reprovar.

Criança, pra mim, tem que ser criança.

Hoje mesmo ouvi do namorado da minha irmã que ele passou 3 anos com gastrite por causa de vestibular. Galerinha do bem, isso não é normal! Quando é que vamos parar? Quando uma criança de 5 morrer com uma úlcera perfurada? Ou com pressão alta? É isso?

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Mensagem de Natal

25 de dezembro de 2012

Mais um texto que escrevi no Facebook e reproduzo aqui. Beijos.

Meus Queridos Amigos,
Desejo a todos um Feliz Natal! Que Deus abençoe o coração de cada um de vocês e que lembrem-se sempre da maior lição de Cristo: Amai-vos uns aos outros.
Não importa a religião que você siga, ou mesmo se segue alguma religião. A importância da data (ao menos para mim) é a valorização do AMOR. Não só o amor como sentimento, mas o amor como ação. O amor que educa, o amor que cuida, o amor que é grato.
Que a gente sempre se lembre de amar e, ainda que sofrendo (e quebrando a cara), não desista de expandir esse sentimento.
Que o amor seja a regra, sempre! Que ele ilumine os nossos dias, guie nossas ações, inunde nossos corações.
Que cada um de nós acredite que, apesar de tudo, o amor vale a pena. Como vale a pena mantermos nossas almas abertas para a vida, para os outros. Que sirvamos, assim agindo, de exemplo aos outros.
Tenho cada um de vocês em meu coração e, de coração, desejo a vocês todos um Natal mágico e um Ano Novo repleto de maravilhosas realizações.
Amo vocês! Ainda que muitos estejam distantes, cada um está guardado no meu coração. Um grande beijo.

Outro Texto Escrito Hoje

19 de dezembro de 2012

Amor, amor, amor! Hoje e sempre! Por você, pelo outro, pela Terra, pelo universo, por todos os seres vivos! Por Deus ou divindade (se você segue uma religião)!
Gratidão! Pela vida, pelos bens materiais e espirituais, pelos mestres que nos inspiram, educam, guiam, pelos nossos pais, irmãos, amigos, pelo alimento que consumimos, por aqueles que abrem mão da vida para proteger os outros, por aqueles que curam nossas enfermidades (físicas, mentais, espirituais).

Antes Que A Autoria Suma

19 de dezembro de 2012

Hoje publiquei no Facebook um texto que escrevi, inspirada em algo que uma amiga escreveu sobre o recente ataque a uma escola infantil nos Estados Unidos. Como alguns amigos estão compartilhando, vou colocá-lo aqui, até para que a autoria não se perca (e o texto original permaneça intacto).

Beijos!

Pessoas queridas, rola um pensamento do dia? Então tá. É o seguinte: assumam responsabilidade pela sua felicidade e aprendam com o seu fracasso. Não culpem a TV, o RPG, o rock ‘n’ roll pelas “tragédias” urbanas. Não culpem as mulheres/os homens/os índios/os negros/os estrangeiros pela sua incapacidade de encontrar um emprego/um amor/passar no vestibular. A sua vida é sua. Seus problemas são seus. Aprenda com eles. É para isso que eles servem. Culpar os outros é coisa de criança mimada, que acha que o resto do mundo deve servi-la.
Assuma as rédeas da sua história, procure ser uma pessoa melhor, pare de ter medo de viver. A vida é maravilhosa, juro!! Busque sua felicidade. Ela não vem de bandeja. Ame a si antes de querer amar outra pessoa. Cuide do seu corpo, alimente sua alma. Responsabilize-se pelos seus erros e comemore seus acertos. Nem sempre aquilo que você tanto quer vai dar certo. O não faz parte da vida tanto quanto (ou mais que) o sim. A vida continua depois do sim e depois do não. Faz parte. Então, é isso. A felicidade tá aí. Abra as portas e janelas. A gente acaba se fechando muito. Quando nos fechamos para a tristeza, nos fechamos para a felicidade também. Escolha ser feliz. A ação segue a intenção. Vamos encontrar a felicidade hoje. Amanhã ninguém sabe o que vai acontecer.
Beijão!

O Abraço da Tereza

29 de novembro de 2012
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção,
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
 – Operário em Construção (Vinicius de Moraes)

Eu ensinei a minha mãe a abraçar.

Explico: ela não era muito de demonstrações públicas de afeto. Jeito dela. Só que eu preciso ser abraçada. Quanto mais, melhor. Sou daquelas que gosta de ficar agarradinha, gosto de dar e receber carinho, gosto de paparicar e ser paparicada. É o meu jeito. Diametralmente oposto ao da minha mãe. Logo, eu precisava ser abraçada, minha mãe passou a morar em outro estado, tive que ensinar ela a me abraçar nas raras ocasiões em que nos encontrávamos.

Tinha a impressão (haha!) que abraçava suuuuper bem. Ledo engano. Aliás, devemos sempre nos policiar para não pensarmos que fazemos algo melhor do que os outros. Sempre tem alguém que faça de forma melhor.

Um dia, conheci a Tereza.

As minhas certezas caíram por terra e as minhas incertezas afloraram.

A primeira impressão que tive foi o abraço. É um abraço que se entrega ao mesmo tempo que recolhe. Um abraço que confia e solicita (sem exigir) a sua disposição em retribuir.

Um abraço de cura.

Será uma graça muito grande, um dia, poder retribuir tudo o que a Tereza fez por mim. Como ela fez com o coração aberto, como ela fez por entender (creio) que todos os presentes que recebemos devemos passar adiante, sei que ela não espera retribuição. Então, enquanto não tenho a oportunidade de retribuir, ainda que em parte, vou passando adiante tudo o que ela me passou. Vou dividindo os presentes que eu recebi.

E, quem sabe, com isso, mostrarei que o esforço dela não foi em vão.

Mais Sobre Ação de Graças

25 de novembro de 2012

Algo que aprendi (e que funcionou muito bem para mim) foi que agradecer ajuda a liberar energias negativas. Conforme você vai agradecendo (a minha mestre falou que devemos encontrar 40 coisas diariamente para agradecer), os sentimentos ruins vão sumindo.

Não sei porque funciona. Só sei que não me decepcionei todas as vezes que tentei.

É fácil? Não. Mas a gente vai encontrando os motivos para agradecer e o resto flui.

-x-

Hoje foi um dia de cura. Fui convidada para participar de uma tarde de celebração com Magnified Healing. Quem me chamou? Minha mestra de reiki (feminino de mestre é mestre ou mestra). Chamei meia dúzia de amigos/colegas, mas só um foi.

Não tenho como explicar a sensação de estar em um ambiente que passou horas (sim, horas) sendo preparado por 70 terapeutas. A impressão que dava era de ser constantemente abraçado.

Aliás, acho que o próximo post vai ser sobre o abraço. 🙂 O que acham?

Meu amigo que foi amou. Tanto que vai fazer o curso de reiki com a minha mestra semana que vem.

Aliás, para mim, o reiki é hoje a minha terapia escolhida. Primeiro, porque faço em mim (só funciona mesmo depois do curso), segundo porque tem resolvido desde dores nas costas até enxaquecas. Lindo!

Próximos cursos: Reiki 2 e Magnified Healing 1.

A Cicatriz

24 de novembro de 2012

Tem uma história (verdadeira) que li quando era adolescente. Era sobre uma moça que foi a um cirurgião plástico para tirar uma cicatriz no rosto.

O cirurgião teve a presença de espírito de perguntar se ela era uma modelo. Ele simplesmente não via motivo para tirar a cicatriz.

A cicatriz era antiga. Pertencia a uma garota que se machucou e, ainda com o curativo no rosto, teve seu cabelo cortado de forma desastrosa por um aprendiz de cabeleireiro e começou a usar óculos (o que reafirma a minha teoria que desastre sempre vem em 3).

O pai, na melhor das intenções, falou que ela sempre seria linda para ele, ainda que não fosse para o resto do mundo.

Sabe, cicatriz acaba sumindo. Até quando você, como eu, tem problemas de cicatrização (tenho queloides). Elas diminuem, perdem a importância e, por pior que pareçam, as pessoas relevam.

Prova? A modelo Padma Lakshmi tem uma enorme no braço desde antes de começar a carreira. Nunca a tratou, sempre a exibiu com orgulho.

Cicatrizes fazem parte da gente. São intrínsecas à nossa história.

O cirurgião falou que, na frente dele, via uma linda mulher. Ele explicou que a imperfeição na beleza das mulheres é o que faz delas únicas e humanas. Disse que não tocaria a cicatriz e que a beleza, de fato, vem de dentro da pessoa. E que ela deveria acreditar nele, afinal era o dever dele saber isso.

Assim ele tirou a cicatriz que estava presa à alma.