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Quantas Famílias?

20 de julho de 2012

Quantas famílias você conhece? Quantas mulheres, quantos homens, quantas crianças? Quantos são seus amigos, quantos são seus colegas de trabalho? Quantos são seus vizinhos, conhecidos? Quantas pessoas fazem parte do seu convívio diário?

O caixa do supermercado. A moça do banco. O rapaz que lhe vende o jornal. O porteiro do seu prédio. A diarista. A moça do cafezinho.

Aposto que todas essas pessoas – todas, sem exceção – têm uma história de violência (ou várias) para contar.

A violência se alastra. Afeta direta e indiretamente todas as pessoas do planeta. É uma nuvem sombria que paira sobre todos nós. Evitar o assunto é pior do que tapar o sol com a peneira; é querer ser cego, surdo, mudo.

Numa aula no meu segundo grau, um professor falou que uma porcentagem da sala, estatisticamente falando, não chegaria aos 30 anos. Acho que foi algo assim que ele falou.

Não tenho contato com todos os colegas dessa época, não lembro quais eram os alunos que estavam presentes naquele dia. Lembro que a ideia de morte era algo distante para nós, alunos adolescentes.

Pouco tempo depois, meses após a formatura, uma fatalidade: uma colega faleceu num acidente.

O impacto da perda mudou muita gente. Pessoas da família, amigos, conhecidos. Um momento de descuido, de irresponsabilidade,  um segundo de distração custou a vida, não só dela, mas alterou a realidade de uma série de pessoas.

Não há ação sem reação. Não há um movimento, por mais minúsculo que seja, que não tenha o potencial de alterar a realidade.

A violência destrói vidas. Não só de quem a sofre, mas de todos os que estão em volta.

Fico com raiva quando, ao falar sobre estupro (por exemplo), sempre tem um que diz, indignado, “mas EU não faço isso!” 

Ok. VOCÊ não faz. Mas olhe a sua volta. Saia do seu umbigo. Olhe para os lados e veja quantas pessoas a sua volta já sofreram com isso.

3 em cada 4 mulheres e 1 em cada 6 homens sofreram alguma forma de violência sexual.

Faça as contas de quantas pessoas você conhece. Sério que você acha que essa briga não é sua? Sério que você acha que isso não afeta a SUA vida?

Agora pense quantas pessoas sofreram outros tipos de violência. Quantas pessoas não perderam entes queridos por causa da violência no trânsito, por causa da violência doméstica.

Faça parte da solução. Não fique parado.

Essa causa é sua, também.

 

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