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A Minha História com o Feminismo

1 de outubro de 2012

Quando eu era mais jovem vivia repetindo aquelas baboseiras que a gente escuta por aí. Tipo:

– Não sou machista, nem feminista. Sou humanista.

– Mulher tem que se dar o respeito.

– Não sou de direita, nem de esquerda. Odeio política.

E lá ficava eu, no meu mundinho de burguesia, achando que o feminismo não tinha razão de existir, porque já tínhamos conseguido alcançar todas as igualdades e podíamos votar. Os homens são cretinos e as mulheres dão o golpe da barriga mesmo e tudo estava bem. Porque, né, o que não me pertence não me afeta e eu tenho mais o que fazer da vida do que ficar brigando por uma coisa que não vai me beneficiar.

Não sei dizer, com muita certeza, quando é que isso começou a mudar.

A questão de estupro e de violência contra criança sempre me atingiu, então eu nunca fui de dizer “mas, também, com aquela roupa…” e nem que “criança só aprende na porrada.” Isso, não. O resto tudo, confere, o machismo imperava.

Talvez tenha começado quando eu resolvi assistir Law & Order: Special Victims Unit (Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais), que trata de crimes sexuais. Como eu me formei em direito e não assistia nenhum seriado sobre isso (em compensação, assistia vários de medicina, vai entender), resolvi que SVU seria uma boa.

Acho que, depois, uma coisa foi puxando a outra. Cheguei no blog da Lola, comecei a ler sobre o feminismo e passei a verificar como o machismo é, ainda, muito, mas muito, escancarado na nossa sociedade. Eu, que achava que feminismo era coisa de gente à toa, que o preconceito no Brasil era contra as classes sociais e que as cotas na universidade prestavam um grande desserviço, fui mudando meus conceitos.

Com o tempo fui percebendo que a gente está tão acostumado a vomitar preconceitos que somos capazes de rir do CQC (algo que não assisto nem que me paguem) e nem ficar envergonhados. Afinal, é só uma piada, né? É pra rir!

Vi que tinha trilhado um caminho sem volta quando, no Twitter, dei “bronca” no Mauricio de Sousa.

Explico. Um belo dia ele retuitou uma piada mega-ultra-hiper machista de quem?  Do CQC.

O Mauricio é o meu ídolo desde quando eu era uma criança. Sou louca por ele. Acho o Mauricio um exemplo de ser humano, de pessoa, de pai. Quando ele retuitou uma piada infame do CQC (um cara que tem o cartão roubado e não dá queixa pq, né, o ladrão gastou menos do que a esposa dele), reclamei. Mesmo.

Na hora o Mauricio assumiu o erro e, mais tarde, fiquei sabendo que ele falou que eu tinha toda a razão de achar ruim.

Preciso dizer que fiquei toda feliz?

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